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Humanismo Social

    A doutrina do humanismo social busca integrar o homem ao Estado, partindo da afirmação de que entre o indivíduo e o poder político existem grupos naturais, como a família, o município, o sindicato, os quais, se bem que não soberanos, devem fruir de autonomia e da assistência do Estado. Tais grupos surgem naturalmente, pois que revelam, muito mais do que o próprio Estado, a sociabilidade inata do homem. Tais grupos são como que flores de variadíssima natureza, que brotam espontaneamente, revelam uma tendência natural do ser humano de se realizar e de se proteger e, portanto, devem ser órgãos legítimos de intermediação entre o indivíduo e o Estado.

    Ora, para o liberalismo, tais grupos constituem meras associações voluntárias, suplantadas pelos partidos políticos, cuja atuação, pelo menos no Brasil, tem sido inexpressiva. Para o organicismo radical tais grupos devem ser sufocados pela prevalência absoluta deste Moloch chamado Estado, fenômeno este já previsto por Thomas Hobbes em sua obra clássica Leviatã.

    A conformação da sociedade, para o humanismo social, deve ser eminentemente corporativa. Não o corporativismo fascista, verdadeiro simulacro do autêntico corporativismo, pois os grupos sociais autênticos devem ser dotados da mais ampla liberdade possível, jamais simples veículos da vontade dos governantes.

Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica de Ciências Jurídicas em 02 de março de 2007


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